Nuri

Rigor, qualidade e bom gosto são qualidades que encontramos no fotógrafo que apresentamos neste artigo.

Olá Nuri. Quem és tu?

Para o mundo da fotografia sou Nuri, para o mundo restante sou Nuno Ricardo. Fotógrafo por paixão, na constante procura do momento perfeito. Mas em relação a mim próprio, quem melhor para dizer quem sou, senão quem já trabalhou comigo? Para quem não me conhece, talvez as próximas questões ajudem a desvendar quem sou eu.

Quais foram os teus primeiros passos na fotografia?
Como começou esta aventura?

Desde que me lembro de ser alguém que adoro fotografia. Os primeiros passos iniciaram-se no tratamento de imagens no Photoshop, até que finalmente comprei a minha primeira máquina fotográfica, começando a fotografar paisagens e natureza morta. Apenas iniciei a fotografia com modelos em 2008.

Como tem sido o teu percurso?

Tal como em qualquer profissão, tem as suas alturas menos boas, e as muito boas. Tento sempre que as boas perdurem e resolver as menos boas. Uma aprendizagem constante através de erros e trocas de ideias com outros colegas profissionais.

Tens encontrado dificuldades? Quais?

As principais dificuldades no mundo da fotografia são os elevados preços de materiais fotográficos, pois muitas das pessoas que me procuram não estão dispostas a aceitar o valor de cada sessão, por mínimo que este seja. Outra dificuldade é encontrar locais ainda não fotografados, bem como por vezes modelos que estejam dispostas a executar as ideias que tenho.

E o que é que te anima? Que te prende à fotografia?

“A fotografia é uma pintura que é captada num momento”. É a paixão pela beleza dessa arte e a forma como o meu olhar é captado e, acima de tudo, ver o brilho nos olhos de quem é fotografado, ao ver os trabalhos conseguidos.

Ao longo da tua vida na fotografia, o que mais tem evoluído em ti?

O olhar, o contacto com as pessoas, conhecimento técnico e dessa forma tentar melhorar sempre o meu registo final.

Voltemos ao teu trabalho. Que temas te atraem?

Adoro todos os temas, desde que estes consigam transmitir a interação entre a modelo e o olhar de quem vê.

Quais são as tuas referências fotográficas?
Há fotógrafos que te inspiram?

Sinceramente… Não. Não há um fotógrafo em especial que me inspire. Tenho a minha visão e o meu toque pessoal. Não obstante, acompanho vários trabalhos, não como inspiração, mas sim por admiração.

O que é que não gostas de fotografar?

Não existe nenhuma área que possa dizer que não gosto, apenas não me fascina tanto fotografar eventos.

Como te definirias enquanto fotógrafo?

Defino-me como retratista. Para mim, o importante é captar a expressão, o sentimento da pessoa e dessa forma conseguir misturá-lo com o ambiente que nos rodeia, no momento em que estou a fotografar.

Quem gostarias de fotografar?
Onde?

Não existe ninguém em especial que gostasse de fotografar, aliás, a minha preferência são sempre caras novas.
Fascina-me encontrar novos talentos.

Que convite te deixaria realizado?

É certo que alguns convites me deixariam feliz, mas realizado não. A fotografia é a constante procura de algo que nunca há de ser encontrado. É uma estrada cheia de encruzilhadas.

Certamente muito ficará por dizer… mas deixamos-te agora um pouco de espaço para, em discurso direto, nos falares um pouco mais de ti e nos mostrares um pouco mais do teu trabalho.

Sou uma pessoa simples, sem muitos recursos em termos de material fotográfico, mas que se esforça, com o pouco que tem, para acima de tudo ser diferente. O meu trabalho reflete o meu olhar, a forma como vejo quem fotografo e a tentativa de preservar, num momento, tanto a sua beleza exterior como a interior.